ANA STINA



Nossa História com o Autismo

Nos mudamos para o Canadá quando o Eduardo tinha 1 anos e 10 meses.. ele não falava praticamente nada, mas sempre super sorridente, feliz, atencioso.. ele era um bebezão lindo. 

Quando fomos no posto de saúde para a vacinação de 2 anos a enfermeira perguntou como estava a fala dele e contamos que ele falava apenas algumas palavras, talvez umas 10. Então ela indicou ele pra fonoterapia por causa do atraso na fala.

Uns meses depois fomos chamados pra primeira consulta... o Dudú devia ter perto de 2 anos e meio.... A fono falou que ele não fazia muito contato visual, que apesar dele brincar bem, era no mundinho dele. Ela mencionou que seria bom encaminhar pra ser avaliado por especialistas no espectro autista. 

Na hora achamos que ela estava doida... o Dudú fazia contato visual com a gente, e nunca percebemos nada. Ela devia estar tentando achar pêlo em ovo. Mas mesmo assim fomos atrás do encaminhamento médico. 

A pediatra falou que ele estava atrasado na fala mas que era normal... temos histórico forte na família de atraso na fala, poderia ser hereditário. Mesmo assim ela deu o encaminhamento... aguardamos uns meses e fomos chamados pra consulta inicial no clínica regional pra crianças especiais. Logo ele começou as terapias de fono e terapia ocupacional.... 

Nesse meio tempo a gente levou ele em varios profissionais particulares pra buscar as opiniões, e todos eles falaram que ele não era autista, mas que os atrasos de desenvolvimento dele eram isolados e uma hora ele alcançaria as crianças da idade dele...

E enquanto isso ele continuava na fila de espera pra ser avaliado pelo time de profissionais que dão diagnóstico de autismo na nossa região. Demora muito porque o sistema de saúde no Canadá é público, e a demanda é grande. Sem contar que aquela é a unica clínica que dá diagnóstico aceito pela província. Uma vez que a criança passa por lá e é diagnosticada, as portas se abrem para todo tipo de ajuda.

Com as terapias o Dudú teve tanto progresso na fala e no motor.. estávamos felizes demais com o desenvolvimento dele.. e notamos que ele estava pronto pra entrar na escola... 

Foi então que 2 meses antes do inicio das aulas ele fez os testes com o time de profissionais (neuropediatra, psicologo, fono, assistente social, etc)... e eles constataram que ele se encaixava no espectro autista.

Os profissionais não deram tantos detalhes e nem conseguiram falar pra gente o que podemos esperar do futuro dele... cada autista é de um jeito... enfim.. 

Mas algumas coisas nós como pais podemos descrever: ele repete mtas coisas, ele é super focado em certas areas, tem dificuldade de aceitar mudanças, muita seletividade alimentar, se incomoda demais com ruídos, não olha muito no olho das pessoas, tem uma forma de raciocinar diferente, e é mto literal. Mto puro e ingênuo.. 

Ele tinha 5 anos e meio quando foi diagnosticado com autismo leve, isso em Agosto de 2019. Tudo é muito novo pra gente. Mas a fase do luto passou, foi muito dolorida e angustiante, mas passou. Agora vivemos um dia de cada vez, e vamos vencendo cada obstaculo que aparece com muito amor e carinho. E muito mais compreensão e paciência agora que sabemos que nosso príncipe é autista. Ter conhecimento do diagnóstico foi um divisor de águas! 

A gente fica de olho em tudo, e ele está indo super bem na escola. A professora dele é fantastica. Tem sido uma benção na nossa vida... e trabalha em conjunto com a fono terapeuta e a terapeuta ocupacional.

Ana Stina de Paula e Marcos de Paula Junior. Pais do Eduardo, 6 anos e meio, e da Sofia, 2 anos e meio.

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